quinta-feira, 31 de março de 2011

Comunicado #4

Eu estou tentando com todas as minhas forças convencer minha mae a liberar meu computador para a postagem de hoje. Se der certo, a postagem vai estar no blog esta noite. Se a tentativa der errado, tentarei usar o computador do meu pai, ou digitarei o terceiro capitulo de THUNDERBIRD apenas no sabado.

Peço perdao pela falta de acentuaçao, ja que o notebook que estou usando nao permite a utilizaçao destes.
(prometo postar a correçao abaixo tambem).



desculpa Thiago, ta foda aqui em casa

quinta-feira, 24 de março de 2011

THUNDERBIRD - Capítulo Dois

Pedras deixadas pelo caminho
(21/10/81)



Era tarde da noite e chovia em Los Angeles. O dia anterior foi repleto de surpresas. Ninguém imaginaria que Randy Rhoads tivesse interesse em visitar amigos da adolescência, e Sadie era a mais improvável. A caçula Valentina mais uma vez se hospedou no apartamento dela. Não podia ficar com Hope por questões de educação. Ela tinha o marido George, e a filhinha Theresa, de 2 anos de idade.

_ Sadie, está dormindo? - chamou a jovem, do colchão.
_ Não mais. - Sadie bocejou. - O que foi?
_ Vamos conversar.
_ Agora?
_ Quero falar sobre o Randy.
_ Quer saber o quê? - Sadie se virou para o lado correto.
_ O que vocês fizeram fora da loja? Não consegui ouvir...
_ Você não tinha que ouvir nada mocinha.
_ Por favor Sadie... - a curiosidade a mordiscava por dentro.
_ Randall me chamou pra sair.
_ Oh, então ele finalmente está afim de você?!
_ Boa noite Valentina.

Sadie conhecia Randy desde a época em que estudava, mas não eram exatamente amigos. Na realidade, quase não se falavam. Moravam no mesmo bairro, saíam com o mesmo grupo, e ela sempre dava um jeito de invadir clubes e bares para ver seus shows, quando ainda tinha uma banda chamada Quiet Riot.  Após as graduações do ensino médio, Sadie tentou faculdade e  Randy já era professor de guitarra na escola de música fundada por sua mãe Delores Rhoads. 

Sadie não queria perder Randy, e foi sua aluna de violão até meados de 1979. Os dois terminaram por declarar os sentimentos que tinham um pelo outro, mas o tempo estava contra eles. Randy passava tempo demais ocupado com seus companheiros de banda. Perderam a esperança de ficar juntos quando Ozzy Osbourne o contratou. Ele não sabia quando voltaria, e se voltasse não teria tanta disponibilidade. Ao decorrer dos meses, o fogo que queimava de amor em seu coração foi se transformando em cinzas, entristecendo-a por completo. O volta do guitarrista produziu algumas faíscas que só o tempo revelaria  as consequências.


esquerda/direta: Drew Forsyth;Randy Rhoads;Kevin DuBrow;Kelly Garni

Horas se passaram e mais uma vez Hope abria a loja de discos. Depois de atenderem várias pessoas, Valentina chegou acompanhada dos pais. Ginna e Paul  vieram dar uma inspecionada, verificar se Hope e Sadie tinham boas condições financeiras. O mínimo que poderiam fazer era saber se não estavam morrendo de fome ou definhando de miséria. Felizmente, estava "tudo bem". Tudo bem no tom mais seco que poderia sair da garganta de alguém. Eles nunca aprovaram o ofício que as primogênitas escolheram:
_ Vendedores são instáveis. - declarava o pai. - Podem perder tudo num piscar de olhos. Valentina, minha filha, você vai ser advogada.
_ Papai, eu sei o que eu quero. - ela olhava preocupada para as irmãs.
_ Não faça, igual Sadie. Ela escolheu mal e desistiu. Hope pelo menos tem diploma de administração. - completava a mãe.

Sadie se sentiu muito mal pelas palavras proferidas. Para evitar atrito, ela pegou sua bolsa em silêncio, e entrou no banheiro. Quando reapareceu, seus pais já tinham ido embora há algum tempo. Estava maravilhosa, com um vestido rosa-salmão, delicado e decotado na medida certa. Não disse aonde ia porque não era preciso. Hope não gostava da ideia de ter Randy por perto. Quanto mais famoso ele se tornava, mais exposta ela ficaria.

O relógio da "Loud" marcou 8 e meia da noite quando Rhoads chegou. Ele usava blazer, calça social e sapatos novos. Algo que ele jamais compraria antes de se juntar a Ozzy. Enfim, os dois partiram no carro do próprio Randy. Ele dirigiu até um restaurante perto do lugar onde ele costumava morar. Entraram sorrateiros, mesmo que o estabelecimento não estivesse cheio. Pediram coca-cola e spaggeti:
_ Randall. - Sadie suspirou. - O que estamos fazendo aqui?
_ Tem algo errado?
_ Estamos no mesmo lugar, comendo o mesmo do último dia em que nos vimos.
_ Eu gostaria de me lembrar exatamente o que aconteceu.
_ Fácil. Eu disse que te amava e você: "eu vou embora amanhã".
_ Não foi assim. Eu falei que a turnê seria muito longa, e eu tenho que perguntar uma coisa.  Há quanto tempo Sadie?
_ Desde sempre Randall. Eu fiz aulas de violão com você porque queria ficar por perto.

Sadie e Randy ficaram vários minutos em silêncio, até que o loiro se manifestou:
_ Então você fez as aulas de violão por 2 anos sem gostar de tocar músicas?
_ Não. Eu gostava de aprender.
_ Sério? - ele fez uma careta.
_ Juro.
_ Então, eu quero ouví-la tocar. Pode ser amanhã?
_ Isso é outro pedido de encontro? - ela riu.
_ Meio que isso. - balbuciou, envergonhado.

Randy deixou-a em casa. Os beijos de boa noite foram nas bochechas rosadas dele. O lugar marcado seria uma surpresa. Agora ele queria testar até que ponto eles poderiam dividir o sentimento de confiança. Eles falariam sobre música, e quem sabe, fazer algo a mais. Sadie mal podia acreditar  no tanto que estava feliz. Era como se todas as cores ficassem de repente mais vivas. Quando achou que tinha se acostumado a ficar sem Randy, ele volta ainda mais próximo de se comprometer. Mais uma vez sua vida teria uma finalidade, uma motivação.


Graféas

quinta-feira, 17 de março de 2011

THUNDERBIRD - Capítulo Um

REENCONTRO
(20/10/1981)



Sadie Bunker deixou seu condomínio com pressa.  As chaves de seu apartamento foram no bolso, e ela desceu a rua trotando. Quando chegou á loja, um caminhão parado na esquina deixava seu carregamento. Uma mulher loira assistia a tudo. As duas se aproximaram sem demoras. Aquela era Hope Laurant, sua irmã mais velha, de sobrenome mudado pelo casamento. Seu marido, George Laurant.

Hope gerenciava uma conveniência vendedora de discos batizada "Loud". Com poucos anos de existência, o sonho de se tornar um point da cidade de Los Angeles estava longe:
_  Sadie, perdeu o horário hoje?
_ Desculpe. Valentina apareceu no meu apartamento ás 2 da manhã...de novo.
_ Pelo menos ela  não perde o ônibus para a escola, certo?
_ De jeito nenhum! Eu a fiz levantar.
_ Bom. - Hope cortava o assunto. - Hoje é dia de encher as prateleiras. Vou chamar George.

A família Bunker era cheia de contratempos e pólos contrários em cada um que a integrava. Hope era alta, dos cabelos compridos, com siso materno maior que sua própria mãe. Sempre dedicada a cuidar de quem ama. Valentina era a caçula de futuro promissor. Agitada, de cabelos negros curtíssimos, e tão sincera que podia magoar. Não gostava de nada que ficasse oculto. Sadie tinha a cabeleira escura também, de fios longos, e seus olhos sem pigmento tinham um brilho único. É a irmã do meio, e carrega nas costas a decepção dos pais por ter largado a faculdade para trabalhar na loja. O trio é fruto do casal Paul e Ginna Bunker. Sentimentalismo não era o forte dos cônjuges. Queriam que Hope tivesse se casado mais cedo, e mal viam o momento de Valentina se mudar definitivamente.

Arrastando uma escadinha para alcançar todos os pontos possíveis do estabelecimento, Sadie pensava com seus botões. O movimento da loja estava anormalmente intenso naquele dia. Só ali procurou a lista da distribuidora, encontrando o motivo do alvoroço. Hope indagou o espanto na face da  irmã:
_ Sim, dois álbuns do Ozzy Osbourne. Conseguimos promoções do primeiro e pré venda do segundo disco.
_ Não é isso. - Sadie tossiu. - É que... Randall os gravou.
_ Você não o vê há tanto tempo. Supere isso, o mundo dele agora é outro.
_ Pois é... - respondeu, antes de atender um consumidor.

Enquanto pessoas iam e vinham justamente por causa dos dois álbuns, Sadie pensou no tanto que sentia falta do mais novo ídolo da música, Randy Rhoads. Ela estremecia com todas aquelas memórias. Desde passeios com amigos até às aulas de violão. Por algum tempo, observou petrificadamente uma foto que integrava a contracapa de um dos LPs. A cena foi flagrada pela recém chegada Valentina:
_ Pare de babar Sadie. Você nem sabe com quantas tietes ele e a  banda devem ter trepado na estrada.
_ Por que disse uma coisa dessas?
_ Aquele Ozzy, é um doido. Com certeza uma má influência para o seu Randy. - continuou, deliciando a crítica.- Nem sei como elas têm coragem. Ele é feio... e louco.
_ Chega Valentina. - Hope cortou, despedindo-se de mais um cliente.
_ Vocês duas sabem que não posso controlar o que penso. - replicou a estudante, com um sorriso no canto da boca.

A próxima pessoa a passar pela porta foi um homem em seus quase 30 anos, forte, cabelo ondulado castanho, e de barba mal feita. Seu nome era Johny Hertz. Era a pessoa que comprava com mais frequência na "Loud", um grande amigo das três moças. Ele nem ficou muito. Pegou um álbum do Rod Stewart, abraçou suas garotas e foi andando.

Já eram 4 da tarde quando elas finalmente tiveram tempo de almoçar. Revezavam para esquentar seus pratos prontos no micro-ondas nos fundos. Aquilo era tão comum que tiveram de comprar cadeiras e mesa, montando uma espécie de saleta de jantar no porão da loja. Eis que, enquanto Sadie estava ausente, o sino da porta mais uma vez tocou. O visitante que chegava tinha cabelos loiros compridos e escovados. Sua face era parcialmente ofuscada pela luz do sol poente. Valentina não precisou nem se esforçar para reconhecê-lo, e deu alguns passos à frente:
_  Se não é Randy Rhoads, o gênio por trás das músicas de Osbourne, e bla bla bla.
_ Olá. - cumprimentou, tímido.
_ Voltou de viagem? - perguntou Hope, simpática. - Não vemos você há muito tempo.
_ Agora estou de férias. - ele economizava palavras. - Valentina está enorme.
_ Você só me viu duas vezes Randy, na vida. - lembrava.
_ Desculpe-me por isso. Ás vezes ela não mede o que fala. - avisou Hope. Randy apenas riu e abaixou os olhos. Ele nunca conseguiria se irritar com nada ou ninguém. Ele era assim. 

Tudo se tornou silencioso quando Sadie voltou. Randy se virou para que não fosse reconhecido tão imediatamente. Na verdade, caminhou em direção a saída, sabendo que logo a ficha dela iria cair. Valentina tentou explicar o que havia acontecido, mas não era necessário. Sadie o cutucou. Afobada, chorosa e descrente. Ela e o guitarrista se abraçaram ali mesmo, e saíram do estabelecimento. Os dois se sentaram no banco da calçada, e foram espiados pela vidraça, mas nada pode ser escutado.

Sadie estava tão perplexa, e feliz ao mesmo tempo. De todos os sentimentos que eclodiam dentro de seu coração, a saudade foi o que dominou. Ela não pode evitar abraçá-lo novamente. O idolatrado músico retribuiu o ato, e beijou-lhe em uma das pálpebras:
_ Ainda temos muito o que conversar...
 


Graféas

quarta-feira, 9 de março de 2011

THUNDERBIRD - Prefácio

Thunderbird:
Uma fanfiction sobre Randy Rhoads

Você não pode voltar
Você está voando livre
Eu acho que você encontrou tudo o que precisava


Voe,voe
Para o seu novo lar
Além dos mares
Oh deixe o seu ninho
Oh deixe a melhor coisa que você já foi



Prefácio (1)
 É tão difícil explicar porque fiz essa fic. Eu não toco guitarra, não sei nada de escalas ou pentatônicas. Não sei nem se sou canhota para manusear tal instrumento. Tudo que sei é que um dia escutei uma música entitulada "Crazy Train", e em outro momento li a autobiografia do senhor Ozzy Osbourne. Como toda fã em processo de aprendizagem, absorvi tudo que consegui sobre o mestre Randy Rhoads. Um homem que viveu tão pouco, mas deixou um legado de fãs e clássicos da música.

De certo, Randy Rhoads pode ser tudo menos um herói literário. Como em todo romance, o herói tende a ser perfeito. Isso inclui também as virtudes físicas. Randy era uma pessoa magricela,  de estatura baixa, e com feições delicadas demais para serem consideradas másculas. Dentro deste conto, por mais irônico que seja, são exatamente essas características que o fazem um modelo de perfeição. O narrador em questão busca seguir o ponto de vista da personificação feminina, a protagonista, que complementa o texto.(Nome e detalhes somente a partir do primeiro capítulo).
Digamos que esta personificação feminina seja uma forma que encontrei de conhecer Randy Rhoads. Ela é um portal para todas as curiosidades e fantasias que um dia ousei pensar sobre o guitarrista. Como seria conversar e tocar Randy? Eu sanei minhas dúvidas com a imaginação.

Por fim, gostaria de falar sobre a morte. Um elemento cruel, mas necessário a esta fanfic. Eu não conseguiria realizar este trabalho sem incluir o falecimento de Randy. Dentro de toda essa fantasia em que mergulhei, eu nunca me perdoaria se alimentasse uma crença de que ele ainda estaria vivo. Assim como eu, as personagens passam por um difícil momento de aceitação.

Espero que gostem da fanfiction!
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 Prefácio (2)

" Então, uma noite, esse norteamericano magrinho veio até Le Park [hotel] para se apresentar [teste de guitarrista]. A primeira coisa que pensei foi: ou ele é uma garota, ou é gay. Tinha cabelo comprido e liso, uma voz profunda e estranha e era tão magro que parecia não estar ali. (...)
_ Quantos anos você tem? - perguntei, assim que ele entrou.
_ 22.
_ Qual é o seu nome?
_ Randy Rhoads.
_ Você quer uma cerveja?
_ Aceito uma Coca Cola, se tiver.
_ Vou pegar uma cerveja. Você é homem, por falar nisso,  não?
_ Hã, sou. Até hoje de manhã.
Randy deve ter pensado que eu era um lunático. Depois disso, fomos até um estúdio, em algum lugar, para que eu pudesse ouví-lo tocar. Lembro dele conectando sua Gibson Les Paul num pequeno amplificador e perguntando:
_ Você se importa se eu esquentar um pouco?
_ À vontade. - eu falei.
Aí começou a fazer uns exercícios com os dedos. Eu precisei pedir:
_ Pare. Randy, pare agora mesmo.
_ O que foi? - ele perguntou olhando para mim com uma cara preocupada.
_ Está contratado."

_ EU SOU OZZY_
(trecho)
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Graféas

FYI: Randy Rhoads começou a carreira musical na banda Quiet Riot, nos anos 70. Em 1980, foi para a banda de Ozzy Osbourne, gravando dois álbuns. Em 1982, durante uma turnê nos EUA, ele morre em um acidente de avião, junto com a maquiadora da banda e o piloto, que era motorista do ônibus da turnê.
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